Seguradoras reformulam processos para reduzir custos, diz relatório

Com o declínio nos lucros, resultado da crise financeira mundial, as seguradoras do mundo...

Seguradoras reformulam processos para reduzir custos, diz relatório

Com o declínio nos lucros, resultado da crise financeira mundial, as seguradoras do mundo todo estão reformulando seus processos internos, com foco na redução dos custos e no aumento da eficiência de operações. O objetivo é transformar a maneira como gerenciam as apólices, de acordo com o Relatório Mundial de Seguros 2012 da Capgemini, uma das principais provedoras de serviços de terceirização e tecnologia do mundo, e da Efma, associação especializada do setor.
O estudo explora como as seguradoras podem analisar seus negócios e identificar oportunidades, a fim de viabilizar melhorias fundamentais e duradouras em suas operações. As informações foram levantadas em 19 mercados, incluindo o Brasil e os seguintes países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Cingapura, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Holanda, Hong Kong, Índia, Itália, Reino Unido, Suíça e Vietnã.

Apoiado por pesquisas e entrevistas abrangentes realizadas com executivos do setor, o relatório apresenta três conclusões centrais, além de diversos dados relevantes sobre gestão de apólices e agilidade de negócios, em linha com tendências regulatórias e tecnológicas específicas do setor:

1) A prioridade mais imediata das seguradoras é a gestão de apólices, o que é essencial para atingir eficiência de custos e operação. A transformação da gestão de apólices foi apontada como prioridade nos próximos dois anos pela grande maioria das seguradoras europeias (93%) e norte-americanas (67%). Na região Ásia-Pacífico, onde o mercado de seguros se abriu para empresas privadas apenas na última década, apenas 36% dos entrevistados veem isso como prioridade.

O aumento da eficiência operacional é o que tem motivado a transformação dos sistemas de gestão de apólices de 69% das seguradoras ouvidas. Para 66%, a redução do custo total de propriedade (TCO) é o essencial. A mudança desses sistemas permite que as seguradoras reduzam seus custos operacionais, diminuindo o TCO em até 40% e o custo por apólice e ainda a ineficiência de negócio e processos tecnológicos em até 30%. Com isso, as seguradoras poderão administrar melhor os desafios atuais do mercado, incluindo questões regulatórias e normativas, satisfação dos clientes e corretoras, e ganhar rapidez para lançar produtos (com aumento de 60% no tempo de disponibilização de novos produtos no mercado).

Mundialmente, muitas seguradoras líderes reconhecem que não podem continuar dependentes de sistemas legados inflexíveis para a gestão de apólices, os quais as mantêm presas a práticas de negócios que inibem a competitividade em um mercado centrado no cliente. “A evolução da gestão de apólices, com apoio de recursos de tecnologia, é fundamental para ajudar as seguradoras a encontrarem oportunidades para aumentar suas margens, diante do atual cenário econômico, altamente competitivo”, afirma Vander Marques, vice-presidente de Negócios em Serviços Financeiros da CPM Braxis Capgemini. “Nessas condições, vemos as seguradoras modernizando seus sistemas para obter operações integradas que permitam alcançar a desejada reduçã ;o de custos operacionais e ganho de eficiência, ampliando a agilidade de oferta de produtos no mercado e a satisfação dos clientes.”

2) Administração de custos e eficiência são essenciais para o desempenho dos negócios das seguradoras. As companhias enfrentam a difícil tarefa de aumentar a receita, face à comoditização do mercado e do fato de os clientes considerarem o preço o principal fator de decisão de compra. As seguradoras, principalmente dos segmentos de não-vida (por exemplo, carros e patrimônio), precisam apresentar crescimento sustentável nos próximos anos e minimizar os custos de sinistros, aquisições e operações. As principais funções operacionais, como a gestão de apólices, são algumas das poucas áreas nas quais a transformação pode levar à redução de custos e benefícios ao cliente.

3) O aumento da agilidade de negócio nos próximos anos também é fundamental ao crescimento das seguradoras. A pesquisa mostra que investir em gestão de apólices pode apoiar mudanças cruciais do setor de seguros em termos de agilidade de processos, tais como venda de cobertura, emissão de apólices, manutenção de contratos, cobrança e faturamento de prêmios, renovações e avisos de pagamento de prêmios. “A agilidade dos negócios é fundamental ao progresso das seguradoras frente às tendências de consumo e questões regulatórias e tecnológicas”, afirma o secretário geral da Efma, Patrick Desmarès. 


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